
Montadora alemã enfrenta dúvidas sobre seu futuro na categoria máxima do automobilismo, enquanto prepara terreno para 2026
A entrada da Audi na Fórmula 1 tem sido acompanhada por uma mistura de expectativa e desconfiança. Apesar de seu histórico de sucesso em Le Mans, algumas equipes duvidam que a marca se tornará protagonista na F1.
Especulações sobre um possível recuo surgem com frequência na Alemanha — mais recentemente com o anúncio do fechamento da fábrica da Audi em Bruxelas, previsto para fevereiro. Ainda assim, a empresa nega qualquer intenção de abandonar o projeto. Para críticos, é difícil entender o investimento pesado em F1 diante das dificuldades enfrentadas pelo setor de veículos de passeio da companhia. Mas a Audi segue firme em sua decisão.
Com o crescimento da F1 nos últimos anos, o valor das equipes está em alta. Abandonar o projeto agora só faria sentido diante de uma proposta bilionária. Além disso, a Audi já está inserida no grid desde o acordo com a Sauber, fechado em 2022. Embora o nome só mude oficialmente em 2026, a parceria está em andamento há mais de duas temporadas.
Atualmente, a Sauber utiliza motores Ferrari, mas isso mudará em 2026 com a estreia do propulsor da Audi. O desenvolvimento do motor turbo híbrido de 1,6 litro, conforme as novas regras que exigem equilíbrio entre energia elétrica e combustão, avança em ritmo acelerado no centro técnico da Audi em Neuburg an der Donau. Em junho de 2024, Adam Baker, responsável pelo projeto, afirmou que o sistema já operava em testes dinâmicos.
A escalação de pilotos também está definida: Nico Hulkenberg, vindo da Haas, traz a experiência desejada pela Audi, enquanto o brasileiro Gabriel Bortoleto, de 20 anos, ex-desenvolvimento da McLaren, representa a aposta em juventude. O CEO Gernot Dollner priorizou um talento emergente, abrindo mão de nomes consagrados como Valtteri Bottas.
Fora das pistas, a equipe passou por uma fase turbulenta. Após a saída de Frederic Vasseur para a Ferrari, Andreas Seidl assumiu, mas um conflito com Oliver Hoffmann levou à saída de ambos em julho. Agora, Mattia Binotto lidera como diretor técnico e de operações, e em 2025, Jonathan Wheatley — peça-chave na Red Bull — será o novo chefe da equipe.
O desafio dentro das pistas, no entanto, é grande. Desde que o acordo foi firmado, a Sauber caiu da sexta posição para a última no campeonato, sinalizando um retrocesso. A recusa de Carlos Sainz em aceitar uma oferta da Audi para correr pela Williams só reforça as dúvidas que cercam o futuro da marca na F1.
Fonte e imagens: Car Magazine / Divulgação. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial
